Onde a Revolução não tocou
Existe liberdade crítica aos
órgãos de soberania e, aos indivíduos que os compõem, alguns, quais semi-deuses
- mais ao estilo ex-máquina -, até mesmo aos deuses, faltaria… . A questão não
pára aí, a questão fundamental é, quais as consequência para quem valendo-se e
abusando da posição que lhe confere o estatuto e a lei, desrespeita as leis, em
particular a fundamental, sim quais as
consequências, não bastará, mesmo que caiba no campo das hipóteses, que as decisões
possam ser reanalisadas, não chega, quem joga com o lume queima-se. Não voltará
a ser possível que um sujeito chamado a decidir sobre factos relacionados com a
regulação de relações individuais em sociedade (em particular as de género) se comporte como um Neandertal
(enganou-se, evocar dois mil anos atrás não faz justiça
aos seus preconceitos e pensamento, será necessário recuar muito mais), com
quem pelos vistos teria muitos conhecimentos e ideias a partilhar, se é que
estes o tolerariam, tão bafientos são os seus (pre)juízos morais, quanto o serão os
técnicos?. Correria o risco de receber uma resposta do tipo, “não te foram
suficientes 400 mil anos…, ainda estás assim…, então não evoluis-te como o
Sapiens, aqueles… os Cro-Magnon...?”.
Avaliação psicológica regular aos
técnicos que exercem a justiça. A perturbação e a patologia psíquica por vezes anda
oculta sob o manto dos desempenhos cognitivos e intelectuais. Fronteira por vezes ténue entre preconceito e perturbação.
J58
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