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domingo, 29 de outubro de 2017

Onde a Revolução não tocou




Onde a Revolução não tocou
Existe liberdade crítica aos órgãos de soberania e, aos indivíduos que os compõem, alguns, quais semi-deuses - mais ao estilo ex-máquina -, até mesmo aos deuses, faltaria… . A questão não pára aí, a questão fundamental é, quais as consequência para quem valendo-se e abusando da posição que lhe confere o estatuto e a lei, desrespeita as leis, em particular a  fundamental, sim quais as consequências, não bastará, mesmo que caiba no campo das hipóteses, que as decisões possam ser reanalisadas, não chega, quem joga com o lume queima-se. Não voltará a ser possível que um sujeito chamado a decidir sobre factos relacionados com a regulação de relações individuais em sociedade (em particular as de género) se comporte como um Neandertal (enganou-se, evocar dois mil anos atrás não faz justiça aos seus preconceitos e pensamento, será necessário recuar muito mais), com quem pelos vistos teria muitos conhecimentos e ideias a partilhar, se é que estes o tolerariam, tão bafientos são os seus (pre)juízos morais, quanto o serão os técnicos?. Correria o risco de receber uma resposta do tipo, “não te foram suficientes 400 mil anos…, ainda estás assim…, então não evoluis-te como o Sapiens, aqueles… os Cro-Magnon...?”.

Avaliação psicológica regular aos técnicos que exercem a justiça. A perturbação e a patologia psíquica por vezes anda oculta sob o manto dos desempenhos cognitivos e intelectuais. Fronteira por vezes ténue entre preconceito e perturbação.

J58


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